Novo título do Tesouro Direto em março — compare com Selic, Prefixado e IPCA+
Guia para avaliar o novo papel do Tesouro Direto: indexador, cupom, prazo, duration, marcação a mercado, tributação e playbook de 30–90 dias.
O Tesouro Direto anunciou a chegada de um novo título público em março. Sempre que aparece um papel novo, a tentação é comprar “pela novidade”. Melhor caminho: comparar o desenho do título (indexador, cupom, vencimento) com objetivos de caixa, prazo e tolerância a oscilações. Este guia organiza a análise em quatro perguntas: (1) qual o indexador (Selic, inflação ou taxa fixa)? (2) há pagamento periódico (cupom) ou é principal no vencimento? (3) qual a duration implícita (sensibilidade aos juros)? (4) qual o uso do dinheiro (reserva, metas de médio prazo, aposentadoria)? Trazemos uma matriz de decisão para comparar com Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+, explicamos marcação a mercado, tributação, riscos e um playbook de 30–90 dias para ajustar sua política de alocação. Fechamos com FAQ e CTAs para simular trade-offs.
Para que serve: reserva de oportunidade, caixa tático e metas de curto/médio prazo com baixa volatilidade. Risco principal: retorno real pode minguar se a inflação ficar alta por muito tempo. Oscilação: pequena (desde que não venda em janelas de stress muito atípicas).
Para que serve: travar uma taxa nominal quando há expectativa de queda de juros ou estabilidade. Risco principal: se a curva abrir (juros subirem), o preço cai — marcação a mercado pesa. Oscilação: moderada a alta, proporcional ao prazo.
Para que serve: preservar poder de compra no longo prazo; ALM de objetivos indexados à inflação (educação, aposentadoria, obras). Risco principal: marcação a mercado (juros reais subindo derrubam preço no curto prazo). Oscilação: significativa nos longos.
Um lançamento pode combinar renda periódica com algum indexador (ex.: pagar cupons e ajustar pelo IPCA; ou pagar cupom atrelado a Selic). O que muda na prática:
Todo título do Tesouro negocia diariamente. Se a curva de juros sobe, o preço cai (e vice-versa). Dois detalhes importam:
Regra prática: objetivos com data definida pedem duration casada. Objetivos contínuos pedem balde de liquidez (Selic) + balde de prêmio real (IPCA+).
🧭 GX Wealth — falar com um planejador 💠 Aurum — comparar custos (CDI+, IPCA+, prefixado)
Objetivo: complementar despesas mensais por 5–10 anos. Estratégia: combinar título com cupom (se o lançamento trouxer essa característica) com uma camada Selic para emergências. Risco: reinvestir cupons em juros possivelmente menores no futuro.
Objetivo: preservar poder de compra por 15–25 anos. Estratégia: IPCA+ principal e, se houver versão com renda futura, escadear vencimentos (“ladder”) para sincronizar com a idade de uso.
Objetivo: capturar fechamento de curva em 2–4 anos. Estratégia: Prefixado em janelas de prêmio, com teto de alocação para não sabotar liquidez. Complemento em Selic para amortecer volatilidade.
Não. Primeiro entenda indexador, fluxo, prazo e risco. Depois veja como ele encaixa nos seus baldes (liquidez, médio, longo). “Novo” não é sinônimo de “melhor para você”.
Ajuda, mas a marcação a mercado continua; além disso, o reinvestimento dos cupons ocorre a taxas de mercado (incertas) e há IR em cada pagamento.
Risco de crédito soberano em moeda local é considerado baixo e há recompra diária. Ainda assim, mantenha a liquidez que você realmente pode precisar em Selic para evitar vender longos em momentos ruins.
Não. É para quem tolera volatilidade e tem horizonte compatível. Se você pode precisar do dinheiro antes, prefira Selic e curtos.
IPCA+ protege poder de compra, mas oscila. A vitória vem para quem carrega até o vencimento e casa o prazo com o objetivo real.
Novo título do Tesouro Direto em março: como comparar com Selic, Prefixado e IPCA+ (sem cair em armadilhas)
Resumo executivo
O que observar em um novo título (checklist rápido)
Como comparar com Selic, Prefixado e IPCA+ (matriz prática)
Tesouro Selic (pós-fixado)
Tesouro Prefixado
Tesouro IPCA+ (inflação + juro real)
O “novo” título
Marcação a mercado: o motivo de “perder dinheiro no D+1” (mesmo sendo título público)
Inflação, juros e o “momento” de cada indexador
Tributação e custos (o que afeta seu líquido)
Como decidir: árvore de escolhas (versão textual)
Sim → prefira título com cupom (mensal/semestral) e case o calendário com seu fluxo.
Não → prefira principal no vencimento para maximizar composição.
Nominal (ex.: trocar de carro em 2–3 anos) → Selic e/ou Prefixado curto.
Real (aposentadoria, estudos) → IPCA+ em prazos médios/longos.
Baixa → Selic e curtos.
Média/alta → prefixados/IPCA+ conforme o horizonte.Erros comuns (e como evitar)
Playbook de 30–90 dias (do anúncio à execução)
Exemplos ilustrativos (sem prometer retorno)
Perfil “Renda previsível”
Perfil “Aposentadoria real”
Perfil “Oportunista de ciclo”
FAQ — dúvidas rápidas
Vale migrar tudo para o novo título?
Com cupom eu “vivo de renda” sem sustos?
Selic é sempre “sem risco”?
Prefixado longo é para qualquer investidor?
IPCA+ sempre vence no longo prazo?
Qual é a Sua Reação?
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