Importadores em janeiro: 4 passos para reduzir spread e slippage
Base (spot x PTAX), janelas e tranches, concorrência entre casas e governança com KPIs para importar com menos custo no início do ano.
A reabertura do mercado em janeiro combina liquidez mais baixa, rolagens acumuladas e notícias que amplificam a volatilidade. Para quem importa e precisa fechar câmbio, isso significa spreads mais largos e maior risco de slippage (diferença entre a taxa “teórica” e a executada). Em vez de travar tudo “no pânico”, siga quatro passos objetivos: (1) alinhar a base (spot x PTAX), (2) executar por janelas e tranches, (3) criar concorrência real entre casas e (4) registrar memória de preço e KPIs. Essa disciplina reduz o custo médio por importação e evita vazamento de margem justamente quando o caixa está mais apertado.
Se sua formação de preço (tabela/ERP) é por spot e você protege por PTAX, nasce um risco de base que aumenta em janelas rasas. Padronize por escrito: “Usamos PTAX D-1 de fechamento” ou “executamos por spot na janela Londres/NY/SP”. Defina também como tratar viradas (mês/ano) e feriados cruzados. A simples coerência de base costuma eliminar dezenas de pontos de spread “despercebido”.
Evite concentrar volume no primeiro pregão cheio depois do recesso ou no último dia útil antes do embarque. Divida o montante em tranches D-3/D-2/D-1 e use ordens limitadas em horários de maior liquidez (overlap Londres–NY–SP). Para pedidos firmes com BL/Invoice, antecipe parte via NDF em buckets 30/60/90; para volumes prováveis, proteja com teto (call) ou trava (collar) e ajuste conforme o pedido se materializar.
Ter “duas cotações” não é concorrência se ambas vêm do mesmo provedor. Configure 2–3 casas com roteamento por SLA/latência, ative failover automático e colete três números em cada execução: mid de mercado, sua taxa cotada e a taxa fechada. Em dias de livro raso, diferenças de 5–15 ticks somem do DRE sem ninguém perceber. Concorrência disciplinada traz esses pontos de volta.
Sem memória de preço (curvas, points, vol, spread), não há como provar eficiência de execução. Padronize um painel mensal com: desvio de base (spot–PTAX), slippage (teórico vs. executado), cobertura por bucket (firme vs. provável) e rácio prêmio/BRL protegido no uso de opções. Acompanhe também lead time de importação, frete e war risk, que frequentemente caminham com o dólar em janeiro.
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Importadores em janeiro: 4 passos para reduzir spread e slippage
Resumo executivo
1) Base correta: spot ou PTAX (e nunca as duas sem ajuste)
2) Janelas e tranches: menos arrependimento, mais previsibilidade
3) Concorrência real: 2–3 casas, failover e painéis
4) Governança: memória de preço e KPIs do comitê
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