IOF Revogado: impactos no crédito e câmbio para empresas
Congresso anulou alta do IOF; crédito volta a ficar mais barato e hedge cambial mantém custo. Entenda os efeitos e como proteger a margem da sua empresa.
IOF sem aumento: entenda as consequências da decisão do Congresso para empresas e investidores
Tempo de leitura: 11 min | Atualizado em: 27 jun 2025
Em 25 de junho de 2025, Câmara e Senado derrubaram, por ampla maioria, o decreto presidencial que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em crédito, câmbio, remessas internacionais e previdência privada.1 A revogação implica perda de cerca de R$ 10 bilhões em arrecadação anual estimada — valor que o governo pretendia usar para cumprir a nova meta de superávit de R$ 30 bilhões.2
Este artigo explica:
A Medida Provisória 1303 — que mexe em IR sobre LCIs, LCAs e debêntures incentivadas — não foi afetada e continua tramitando.2
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que anulou o aumento foi aprovado na Câmara por 383 × 98 votos e no Senado por votação simbólica — magnitude que evidenciou a fragilidade da articulação governista.3
Parlamentares alegaram que a elevação do IOF prejudicaria:
Para o governo, a derrota amplia o buraco fiscal e pressiona o ministro da Fazenda a buscar novas fontes de receita ou cortes de gasto obrigatório.4
A perda de R$ 10 bi equivale a 0,09 % do PIB e compromete um terço da folga necessária para chegar ao superávit de R$ 30 bi em 2025. Economistas veem maior probabilidade de contingenciamento de despesas discricionárias no 2º semestre.
Taxas de DI recuaram levemente (−10 bps) na ponta curta, refletindo menor risco de inércia inflacionária via IOF. Porém o ganho se dissipou rapidamente com a percepção de fragilidade fiscal.
O dólar fechou estável em R$ 5,48. A derrubada do IOF ajudou a evitar depreciação extra ao sinalizar menor intervenção tributária sobre fluxo cambial.5
Linhas indexadas ao CDI voltam a ter IOF máximo de 0,38 %. No CET anual, a diferença chega a −1,7 p.p. em contratos de 360 dias. Pequenas empresas que renovam limite a cada 60 dias economizam até R$ 85 mil por R$ 10 mi de capital de giro.
Sem o adicional de 0,95 %, mantém-se apenas a alíquota diária de 0,0082 % (≈ 3 % a.a.). Programas de antecipação de fornecedores podem seguir competitivos contra duplicata bancária.
Operações de câmbio continuam com IOF 1,1 %; fusões e aquisições internacionais mantêm custo reduzido, preservando atratividade para cross-border deals.
O mercado de FIDC respira aliviado: um IOF de 0,38 % no primário adicionaria até 0,7 p.p. ao CET do cedente. Mantida a isenção, a antecipação de recebíveis segue 40 % mais barata que o “desconto de duplicata” bancário.
Todas essas ações podem ser simuladas em minutos na plataforma Aurum AI da GX Capital.
A revogação do aumento do IOF reduz custos de crédito e câmbio para empresas, mas evidencia o impasse fiscal do governo. Para o setor produtivo, a lição é clara: manter flexibilidade financeira e diversificar fontes de funding são as melhores defesas contra a volatilidade tributária.
1. Introdução
2. O que caiu e o que continua valendo?
Operação
Alíquota antes do decreto
Decreto (agora revogado)
Situação atual
Crédito Pessoa Jurídica
0,38 %
0,95 %
0,38 % (volta ao nível anterior)
Risk-Sacado / Supply Chain Finance
Alíquota diária 0,0082 %
+0,95 % fixo inicial
Mantém só a alíquota diária
Câmbio pronto e turismo
1,1 %
2,2 %
1,1 %
PGBL, VGBL e previdência aberta
0 %
0,3 %
0 %
Aquisição primária de FIDC
0 %
0,38 %
0 %
3. Bastidores políticos da derrubada
4. Impactos macroeconômicos
4.1 Contas públicas
4.2 Mercado de juros
4.3 Câmbio
5. Efeitos práticos para as empresas
5.1 Crédito e capital de giro
5.2 Supply Chain Finance (risk-sacado)
5.3 Hedge cambial e M&A
5.4 Securitização (FIDC)
6. Recomendações práticas da GX Capital
7. Perguntas frequentes
8. Conclusão
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