Letra de Câmbio (LC): como captar crédito a CDI + 2 % e diversificar seu funding em 2025

Conheça a Letra de Câmbio, suas taxas, prazos e como pode ser uma alternativa para diversificar o crédito em 2025 com segurança e transparência.

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Letra de Câmbio (LC): como captar crédito a CDI + 2 % e diversificar seu funding em 2025
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GX Explica: Letra de Câmbio (LC)

Tempo de leitura: 6 min  |  Atualizado em: 24 mai 2025

O que é a Letra de Câmbio?

A Letra de Câmbio (LC) é um título de crédito emitido por financeiras (SCFI) para captar recursos de investidores e repassá-los em forma de empréstimos ou financiamentos. Para a empresa tomadora, a LC aparece como crédito direto — normalmente indexado ao CDI ou ao IPCA — com prazos entre 2 e 5 anos, servindo de alternativa às tradicionais linhas bancárias de capital de giro ou às debêntures de mercado.

Por que considerar LC em 2025?

  • Taxa competitiva — financeiras menores oferecem LC a CDI + 2,0 % a 3,0 %, abaixo de conta garantida.
  • Processo ágil — emissão privada via ICVM 160 dispensando registro prévio, libera recursos em ~15 dias.
  • Parcelas sem IOF crédito (só IOF–IOF 0,38 % na liquidação do principal).
  • Diversificação de fonte de funding — não consome limite bancário tradicional.

Como funciona a emissão e o crédito via LC?

  1. A SCFI emite LC para investidores (fundos, PF) remunerada por CDI + spread ou IPCA + spread.
  2. O recurso captado é emprestado à empresa em contrato de Crédito Direto LC.
  3. A empresa paga juros trimestrais ou semestrais e amortização bullet ou tabelada.
  4. A financeira repassa esses fluxos aos detentores da LC.

Exemplo prático

MetalPack capta R$ 15 milhões via LC, prazo 36 meses, taxa CDI + 2,4 %.

  • CDI (mai/25): 9,50 % → Juro nominal = 11,9 % a.a.
  • IOF liquidação: 0,38 % (R$ 57 000)
  • CET anual ≈ 12,1 % (menor que giro bancário CDI + 3,5 % = 13,1 %)

Economia anual de juros ≈ R$ 150 000 comparado ao capital de giro comum.

Erros comuns ao contratar LC

  1. Não exigir rating da financeira emissora — risco de liquidez no secondary market.
  2. Pegar LC com covenant cross-default amarrado a bancos, limitando novos créditos.
  3. Comparar somente taxa e ignorar flat fee de estruturação (0,3 % – 0,5 %).
  4. Desconsiderar impacto IFRS 9 — classificação pode exigir ajuste de fair value no balanço.
  5. Assinar LC pré-fixada sem hedge de inflação quando IPCA acelera.

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FAQ

Perguntas frequentes

O que é uma Letra de Câmbio e para que ela serve?
A Letra de Câmbio (LC) é um título de crédito emitido por financeiras, também chamadas de SCFI, para captar recursos de investidores e repassá-los por meio de empréstimos ou financiamentos. Para a empresa tomadora, ela funciona como crédito direto, geralmente indexado ao CDI ou ao IPCA, com prazos entre 2 e 5 anos.
Quais são as condições de uma LC para empresas em 2025?
Em 2025, financeiras menores oferecem LCs com taxas de CDI + 2,0% a 3,0%, segundo o artigo. A emissão privada via ICVM 160 dispensa registro prévio e pode liberar recursos em aproximadamente 15 dias. A estrutura também prevê parcelas sem IOF de crédito, com IOF de 0,38% na liquidação do principal.
Como funciona o crédito obtido por meio de uma Letra de Câmbio?
A SCFI emite a LC para investidores, com remuneração atrelada ao CDI mais spread ou ao IPCA mais spread. Depois, o valor captado é emprestado à empresa por meio de um contrato de Crédito Direto LC. A empresa paga juros trimestrais ou semestrais e amortiza o principal de forma bullet ou tabelada.
Quais cuidados a empresa deve ter antes de contratar uma LC?
A empresa deve avaliar o rating da financeira emissora, pois pode haver risco de liquidez no mercado secundário, e verificar se existe covenant de cross-default vinculado a bancos. Também é necessário considerar a flat fee de estruturação, entre 0,3% e 0,5%, o impacto do IFRS 9 e a necessidade de hedge em LCs prefixadas quando o IPCA acelera.

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Vinicius Teixeira Vinicius Teixeira é especialista com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, atuando com foco em soluções estratégicas para câmbio, crédito estruturado e inteligência financeira para empresas. Ao longo da carreira, ajudou centenas de negócios a tomarem decisões mais inteligentes e rentáveis, sempre com uma abordagem analítica, consultiva e baseada em dados. Fundador da GX Capital, Vinicius combina sua vivência de mercado com o uso de tecnologias avançadas e inteligência artificial para oferecer uma nova geração de serviços financeiros. É também palestrante, tendo participado de eventos e formações voltadas à educação financeira e à transformação digital no setor. No portal da GX Capital, compartilha sua visão sobre o futuro do mercado, tendências econômicas e estratégias práticas para empresas que querem crescer com eficiência e segurança.